Workshop Emotive e novos postos de recarga

No dia 28 de setembro, a CPFL realizou o 2º Workshop de Mobilidade Elétrica. O evento, que ocupou todo o dia e foi realizado na sede da empresa em Campinas, contou com pesquisadores da Unicamp, CPqD, representantes da ANEEL, empresa de pesquisa de mercado e, claro, da própria CPFL. A iniciativa faz parte do projeto Emotive de mobilidade elétrica e eu tive o privilégio de apresentar “A Visão do Usuário”.

Acredito que alguns dos tópicos que abordei podem ser úteis aos presentes ou, pelo menos, lançar uma nova perspectiva sobre alguns temas. Por exemplo: a autonomia não é tããão determinante na compra de um carro elétrico como se pensa. Os modelos atuais possuem autonomias comparáveis a de veículos que rodam com GNV. Especialmente, os carros convertidos a gás que têm motores grandes e gastões.

Também acredito que dei algumas sugestões para ajudar a impulsionar o mercado de veículos elétricos no país: instalação de postos de recarga em condomínios residenciais ou comerciais e um modelo de comercialização semelhante ao “leasing” que a Porto Seguro faz com seu Carro Fácil. Esse modelo de leasing da Porto Seguro é voltado ao consumidor final, não exige entrada, fornece o carro com toda documentação, inclui toda a manutenção e seguro e, mais importante: apresenta uma mensalidade R$ 2.945 para um veículo que custa R$ 107 mil. Se considerarmos que a economia que um carro elétrico apresenta em relação a um carro convencional no quesito gasto de combustível pode representar algumas centenas de reais, ainda mais se o usuário morar em grandes centros urbanos, o real custo da prestação do leasing torna-se muito atraente. A grande sacada é transformar a aquisição do carro elétrico em um serviço, uma “assinatura”, como a Porto Seguro fez com os carros do seu portfolio. Isso remove uma barreira para o potencial usuário de carro elétrico que é o investimento em um bem cujo mercado ainda está embrionário. Entenda: ninguém quer arriscar casar-se com o carro. Só uns poucos porraloucas como eu.

Como sempre, o pessoal da CPFL foi extremamente atencioso e gentil. Em especial o engenheiro Wendell, que me recebeu na sede da empresa e me mostrou a frota de carros elétricos que possuem. De quebra, ainda deixei meu i3 carregando no eletroposto público que eles possuem. Também agradeço ao meu amigo Eduardo Furlan, que foi comigo para o Workshop e tirou várias fotos para registrar o momento.

O deslocamento até Campinas, para quem tem um BMW i3, é algo tranquilo. Apesar da bateria ser suficiente para ir de São Paulo a Campinas com folga, ela não é suficiente para o retorno. Assim, o REx (gerador de energia movido a gasolina) entrou em ação. E a boa notícia: fez um ótimo trabalho com uma redução de apenas 2% entre a carga da bateria que havia antes dele entrar em ação e ao final do seu uso. Em resumo: estou totalmente confortável em encarar uma viagem maior, mas consciente que precisarei abastecer o carro a cada 130 quilômetros. Isso se não houver eletropostos de recarga rápida ao longo do caminho, claro.

E, para finalizar a semana, vi no GPS do meu carro que havia dois novos pontos de recarga em shoppings da capital paulista: JK Iguatemi e Shopping Market Place. Assim, ontem, uni o útil ao agradável e levei a filha ao cinema no Market Place. Tive o privilégio de ser o chato a inaugurar o ponto de recarga. A tinta do piso ainda estava fresca e, por isso, a vaga estava isolada. Mas com meu jeitinho xarope de ser, insistente, mas sempre bem-educado, consegui parar na vaga ao lado e deixar o i3 carregando.

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