Não estamos sós!

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Tem louco pra tudo. Até para ter um i3. Eu, Leonardo Celli e nossos brinquedos.

Dia das crianças. E lá vou eu com a família, em meu brinquedo, curtir um churrasco com amigos em Campinas. Paro no posto Graal no Km 67 da Anhanguera e deixo o carro recarregando no modo CCS (carga rápida, em corrente contínua). Funcionou que é uma beleza. O treco é rápido mesmo. E, de acordo com o engenheiro da CPFL, Wendell, vai ficar ainda mais rápido em breve. Mas, mesmo nessa configuração atual, que não está com 100% de sua capacidade, foi capaz de carregar de 33% a 87,5% em cerca de 24 minutos. Espetacular!

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A recarga rápida, no modo CCS em corrente contínua, é realmente rápida.

Quando cheguei e estacionei o carro no ponto de recarga, estava sozinho, ocupando uma das duas vagas. Pausa para um pipi-stop, comprar água e, na volta, eis que tem um belo i3 cinza escuro do lado do meu carro. E um sujeito que parecia ser o dono dele por perto. E era mesmo. Conheci o Leonardo Celli, que também comprou seu i3 em maio e já rodou mais de 10 mil quilômetros com ele desde então. Desses mais de 10 mil, o Leonardo rodou apenas 800 quilômetros na gasolina. Pra efeito de comparação, eu rodei cerca de 3.500 quilômetros no mesmo período.

Voltando ao Leonardo, conhecê-lo foi quase como fazer contato com uma civilização alienígena. Não… não estamos sós no universo automobilístico.  🙂  O Leonardo prontamente me adicionou a um grupo de WhatsAPP de proprietários e interessados no i3 e, também, me adicionou a um grupo de Facebook de entusiastas do carrinho.

Batemos um papo rápido, passei a vez para ele recarregar seu i3, e parti para Campinas. Na volta, usei a bateria até uns 30% e, a partir de então, acionei o Rex. Não quis parar no posto da Anhanguera para recarregar, pois preferi voltar pela rodovia dos Bandeirantes. Aliás, abrindo um parênteses, em dezembro a CPFL vai inaugurar um ponto de recarga rápida no Graal do km 56 da Bandeirantes – UHUU!! Notícia dada em primeira mão pelo engenheiro Wendell. Valeu, CPFL!! O fato é que esgotei os 9 litros de gasolina e cheguei a um posto para reabastecer, já em São Paulo, com 24% de carga.

Abastecido, peguei o caminho de casa. Olho o painel e ele informa que o REx teria uma autonomia de 166 quilômetros. Recorde. ainda que teórico e sujeito a variações. Mas, depois de rodar us 10 quilômetros no REx, ao chegar em casa a autonomia estimada ainda era de 155 quilômetros. Foi a primeira vez que isso aconteceu. Teoricamente, o REx pode gerar até 140 quilômetros de autonomia com seus 9 litros de gasolina. Me pergunto se a BMW fez alguma alteração remota no firmware do meu carro que tenha causado esse aumento estimado de autonomia. Ou, se é apenas algum “bug” e, daqui a pouco, a autonomia estimada cairá drasticamente. Vamos descobrir.

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Me belisca que estou sonhando: o REx, gerador a gasolina, me prometendo 26 Km a mais do que o máximo projetado pela fábrica.

Workshop Emotive e novos postos de recarga

No dia 28 de setembro, a CPFL realizou o 2º Workshop de Mobilidade Elétrica. O evento, que ocupou todo o dia e foi realizado na sede da empresa em Campinas, contou com pesquisadores da Unicamp, CPqD, representantes da ANEEL, empresa de pesquisa de mercado e, claro, da própria CPFL. A iniciativa faz parte do projeto Emotive de mobilidade elétrica e eu tive o privilégio de apresentar “A Visão do Usuário”.

Acredito que alguns dos tópicos que abordei podem ser úteis aos presentes ou, pelo menos, lançar uma nova perspectiva sobre alguns temas. Por exemplo: a autonomia não é tããão determinante na compra de um carro elétrico como se pensa. Os modelos atuais possuem autonomias comparáveis a de veículos que rodam com GNV. Especialmente, os carros convertidos a gás que têm motores grandes e gastões.

Também acredito que dei algumas sugestões para ajudar a impulsionar o mercado de veículos elétricos no país: instalação de postos de recarga em condomínios residenciais ou comerciais e um modelo de comercialização semelhante ao “leasing” que a Porto Seguro faz com seu Carro Fácil. Esse modelo de leasing da Porto Seguro é voltado ao consumidor final, não exige entrada, fornece o carro com toda documentação, inclui toda a manutenção e seguro e, mais importante: apresenta uma mensalidade R$ 2.945 para um veículo que custa R$ 107 mil. Se considerarmos que a economia que um carro elétrico apresenta em relação a um carro convencional no quesito gasto de combustível pode representar algumas centenas de reais, ainda mais se o usuário morar em grandes centros urbanos, o real custo da prestação do leasing torna-se muito atraente. A grande sacada é transformar a aquisição do carro elétrico em um serviço, uma “assinatura”, como a Porto Seguro fez com os carros do seu portfolio. Isso remove uma barreira para o potencial usuário de carro elétrico que é o investimento em um bem cujo mercado ainda está embrionário. Entenda: ninguém quer arriscar casar-se com o carro. Só uns poucos porraloucas como eu.

Como sempre, o pessoal da CPFL foi extremamente atencioso e gentil. Em especial o engenheiro Wendell, que me recebeu na sede da empresa e me mostrou a frota de carros elétricos que possuem. De quebra, ainda deixei meu i3 carregando no eletroposto público que eles possuem. Também agradeço ao meu amigo Eduardo Furlan, que foi comigo para o Workshop e tirou várias fotos para registrar o momento.

O deslocamento até Campinas, para quem tem um BMW i3, é algo tranquilo. Apesar da bateria ser suficiente para ir de São Paulo a Campinas com folga, ela não é suficiente para o retorno. Assim, o REx (gerador de energia movido a gasolina) entrou em ação. E a boa notícia: fez um ótimo trabalho com uma redução de apenas 2% entre a carga da bateria que havia antes dele entrar em ação e ao final do seu uso. Em resumo: estou totalmente confortável em encarar uma viagem maior, mas consciente que precisarei abastecer o carro a cada 130 quilômetros. Isso se não houver eletropostos de recarga rápida ao longo do caminho, claro.

E, para finalizar a semana, vi no GPS do meu carro que havia dois novos pontos de recarga em shoppings da capital paulista: JK Iguatemi e Shopping Market Place. Assim, ontem, uni o útil ao agradável e levei a filha ao cinema no Market Place. Tive o privilégio de ser o chato a inaugurar o ponto de recarga. A tinta do piso ainda estava fresca e, por isso, a vaga estava isolada. Mas com meu jeitinho xarope de ser, insistente, mas sempre bem-educado, consegui parar na vaga ao lado e deixar o i3 carregando.

E não é que a coisa tá tomando corpo?

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Entre os dias 1º e 3 de setembro foi realizado o 12º Salão Latino-Americano de Veículos Elétricos. O evento aconteceu no Pavilhão Amarelo do Expo Center Norte e reuniu diversas empresas que fazem parte do ecossistema de mobilidade elétrica: de fabricantes de carregadores à empresa de distribuição de energia passando, claro, por montadoras de veículos e de outros meios de transporte elétricos. Universidades também estavam presentes, apresentando os projetos de carros elétricos feitos pelos alunos.

Em relação a outros meios de transporte, tinha de tudo: bicicletas, monociclos, diciclos (é assim que se fala?) tipo Segway, skate elétrico, carrinho de golfe, patinete, triciclos, enfim, um parque de diversões. E o melhor: havia uma área reservada para test drive desses equipamentos.

Ainda sobre montadoras, estavam presentes a Toyota, e sua divisão de luxo Lexus, e a BYD. Fiquei surpreso ao saber que a redução de alíquota de imposto só aconteceu, até o momento, para veículos híbridos. Veículos 100% elétricos, como os da BYD, ainda pagam o imposto normal e elevado, o que torna seus preços proibitivos. Pelo que conversei com os representantes da marca, é uma questão de tempo para também receberem o benefício de alíquota reduzida. Mas, isso envolve uma agenda política e, na atual conjuntura do país, não parece ser algo prioritário para o governo.

O evento, em si, não foi grande. Mas já está em sua décima segunda edição, o que mostra que existe demanda ou, pelo menos, uma boa disposição das empresas do setor em investir no desenvolvimento do mercado.

Uma das boas surpresas que tive foi tomar conhecimento de novos projetos de pontos de recarga de carros elétricos. Como a autonomia é o calcanhar de Aquiles de um carro elétrico, fiquei muito feliz por saber que a chinesa BYD está implantando dezenas de pontos de recarga em São Paulo. E não apenas na capital. Um dos pontos que já existe fica no Emporium São Paulo, na rua Afonso Braz. Adivinha se seu já não fui lá testar?  🙂

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Carregador produzido pela BYD e que está instalado no estacionamento do Emporium São Paulo da Vila Nova Conceição

Também fiquei sabendo de outros projetos de âmbito interestadual. Mas me pediram sigilo sobre o assunto. Só tenho a comentar que, se sair, será sensacional e poderá dar um grande impulso ao mercado de veículos elétricos no Brasil.

Uma das coisas que não gostei é que essas iniciativas para desenvolvimento de pontos de recarga, aparentemente, não estão integradas. Ou seja: a BYD e a BMW estão fazendo seus esforços de maneira individual, o que me parece um contrassenso neste momento embrionário do mercado. Me parece, talvez ingenuamente, que o melhor seria fazerem esforços coordenados, evitando sobreposição e otimizando o trabalho. E chamaria ainda outras montadoras como a Renault e a VW, que têm interesse em trazer seus modelos elétricos ao país. Uma grande malha de pontos de recarga daria um belo impulso ao mercado e todas venderiam mais carros.

Como a mobilidade urbana não se resume apenas a veículos de quatro rodas, é necessário dar um destaque às scooters. Havia três marcas de scooters no evento: Bull, Cooltra e Wind. Essa última, também produz mono e diciclos. Fiquei surpreso com o preço e autonomia das scooters da Wind: custam entre R$ 5 mil e R$ 7 mil e podem rodar até 60 Km, atingindo uma velocidade máxima limitada eletronicamente a 60Km/h, pois é o limite aceito para serem classificadas como ciclomotores. Com esse preço e autonomia, essas scooters são uma alternativa muito interessante de transporte urbano. Fiquei muito tentado. Pra ser sincero, ainda estou.

E olha a gente aí

A CPFL estava presente, com um belo estande, para divulgar sua iniciativa de mobilidade elétrica Emotive. Aliás, a CPFL tem um BMW i3 igualzinho ao meu. E ele estava lá, exposto. Conversei com várias pessoas da empresa. Inclusive, causei surpresa ao narrar minha experiência de carregar o carro em tomadas não aterradas. Eles nunca tinham tentado fazer isso. Mas o melhor foi receber em mãos o cartão Emotive, que me permite carregar gratuitamente meu carro nos postos de recarga da CPFL, inclusive no ponto de recarga rápida disponível na rodovia Anhanguera, na altura de Jundiaí. Muito obrigado, pessoal da CPFL. Falei que receber o cartão foi o melhor? Não. O melhor mesmo foi ser convidado a palestrar num evento da empresa que vai acontecer no dia 28 deste mês. Vou passar minha visão de usuário para um time de feras do setor elétrico. A agenda do evento segue abaixo.

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Pra massagear ainda mais o meu ego, a Rádio Sulamérica Trânsito estava fazendo a cobertura do evento e eu fui entrevistado. O áudio está aqui. SOCORRO!! Preciso procurar um fonoaudiólogo urgente, pois nem eu consegui me entender ao ouvir a gravação. Ainda bem que o blog é escrito. Versão podcast está terminantemente descartada.  🙂

PS: demorei para escrever este post porque passei a semana passada fora, no paraíso chamado Fernando de Noronha. E adivinha o que tem por lá? Um Toyota Prius da polícia e um furgãozinho 100% elétrico da Renault. Vi, inclusive, a estação de recarga, mas esqueci de fotografar.

Inércia? Não. Movimento!

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Ontem, sábado, 27 de agosto, a ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico) promoveu um passeio com veículos elétricos. Esse passeio faz parte do Movimento Paulistano do Veículo Híbrido e Elétrico. Além de carros híbridos, plug-in híbridos e elétricos, o passeio contou com a participação de ônibus elétricos e híbridos, scooters, bicicletas e outros veículos que eu nem saberia dizer o nome ou categoria.  🙂

O trajeto foi da avenida 13 de maio até a Praça Charles Müller, passando pela avenida paulista. Soube do presidente da ABVE que o número de carros superou as expectativas. Isso ajuda a explicar um pouco a demora em “engrenar” o comboio que, aliás, contou com o apoio de uma viatura da CET e da polícia.

Entre os veículos, chamou a atenção a presença maciça da Toyota, com várias edições do Prius. Infelizmente, a versão plug-in, que pode rodar dezenas de quilômetros em modo puramente elétrico, não deve vir ao Brasil. Destaco, também, a Volkswagen, que levou alguns Golf híbridos plug-in, em processo de homologação. Em conversa com o Renato, da área de Brand Experience da montadora alemã, pude perceber uma franca motivação em conseguir trazer o carro por menos de R$ 100 mil. Espero que a VW consiga, realmente. Será muito bom para o mercado pois, atualmente, não conheço nenhum carro de linha elétrico e/ou híbrido à venda no Brasil com preço abaixo dos seis dígitos. Aliás, de acordo com o Renato, o Golf híbrido plug-in tem uma autonomia total de 940 quilômetros e pode rodar, em modo exclusivamente elétrico, até 50 quilômetros. Ou seja: para o trânsito urbano, seria uma ótima opção. A potência total do modelo ultrapassa os 200 CV.

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Golf GTE: híbrido plug-in. Dá para rodar até 50 Km só no modo elétrico. E carregar na tomada depois.

A Renault também marcou presença com o Zoe e o ousado Twizy, ambos 100% elétricos. O Twizy é uma aposta puramente urbana, como um meio termo entre um carro e um quadriciclo. Aliás, ele é enquadrado pela lei como um “quadriciclo-carro” e pode ser emplacado no país. Eu gostei. Só resta saber quanto custaria um brinquedo desses. Ah, sim: menção honrosa à Lexus e – surpresa – à chinesa BYD (Build Your Dreams). A primeira com um CT200h, híbrido. E a segunda com uma van 100% elétrica. Infelizmente, quando fui tirar foto, o representante da marca já havia partido. Mas meu amigo Ramiro, que encontrei no evento, fez um vídeo onde o modelo aparece: Vídeo do Ramiro

Quando vi umas scooters elétricas bem bonitas, não resisti. Me parece que havia duas marcas, mas eu falei só com o Fábio, da Wind. E, além de fazer um breve test drive, gostei do que vi e ouvi. Segundo o Fábio, os preços dos scooters Wind ficarão entre R$ 5 mil e R$ 8 mil. A autonomia do modelo que fiz o test drive é de 60 Km. O scooter alcança 60 km/h e pode ser carregado na tomada comum. Confesso que os duendes estão me tentando….

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Scooter Wind. Autonomia de 60 km, velocidade máxima de 60 km/h e preço entre R$ 5 mil e R$ 8 mil. Tentação…

Gostei muito da iniciativa do passeio e do movimento. Conheci o Ricardo, presidente da ABVE, e combinamos de conversar após o 12º Salão Latino Americano de Veículos Elétricos, Componentes e Novas Tecnologias, que acontecerá esta semana, de 1º a 3 de setembro. Como comentei antes, também encontrei o amigo Ramiro Cruz, muito engajado com a “causa” dos veículos elétricos e que está desenvolvendo o projeto de um caminhão elétrico. Enfim, foi um belo programa de sábado. Só penso que faltou um grand finale para o passeio. Algum tipo de show ou sorteio de algum brinde. Ou, ainda, um circuito para teste drive dos diversos carros presentes. Houve, de fato, uma confraternização entre os participantes e pude conhecer diversas pessoas interessantes. Aliás, dona BMW, só tinha o meu i3 representando a marca. Sou um ótimo RP involuntário de vocês. Todo mundo me perguntou se eu era da BMW. Não sei se há alguma conversa entre a ABVE e a BMW, mas está mais do que na hora da montadora bávara, pioneira em colocar à venda no Brasil um carro de tração exclusivamente elétrica, participar da entidade ou de eventos como esse passeio. A hora é de união entre as diversas montadoras para fomentar o mercado de veículos elétricos no país. Saímos da inércia. Mas precisamos continuar em movimento!!

 

 

À caça de pontos de recarga

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Estação de recarga por energia solar da Neosolar. Carrega dois carros simultaneamente.

Enquanto uns caçam Pokémon, eu caço pontos de recarga de veículos elétricos. Infelizmente, eles são mais raros do que os monstrinhos virtuais. A Neosolar (www.neosolar.com.br), empresa brasileira especialista em Energia Solar Fotovoltaica localizada no bairro do Paraíso, tem um ponto de recarga alimentado por energia solar em sua sede. E o disponibiliza gratuitamente para quem quiser carregar seus carros. Na semana passada, entre uma reunião e outra, teria que passar pela região. E resolvi ver como é. A tecnologia é muito interessante. Pra quem mora em casa, e roda muito, um sistema de recarga alimentado por energia solar é algo muito interessante, com o retorno do investimento acontecendo provavelmente antes do final do financiamento do carro. Evidentemente, a Neosolar não recebe muitos visitantes caras-de-pau, como eu, para recarregar seus veículos. Mas, fui muito bem recebido pelo Sr. Paulo Frugis e alguns outros membros da equipe. Pena que o carregador ainda não estava ligado numa rede trifásica, que o permitiria trabalhar em sua capacidade máxima, mas na meia hora em que fiquei por lá deu para ganhar uns 20 quilômetros de autonomia adicional. Em nossa conversa, soube que estão promovendo um curso sobre carros elétricos e carregadores, apresentando um panorama das tecnologias que existem no mercado. Jabá feito, Paulo.  🙂

Nos dias 10 e 11, a Dinamize, empresa na qual sou diretor comercial, participou com um estande em um evento realizado na Fecomercio SP. Como cheguei cedo, mas com pressa para levar alguns materiais para nosso estande, pedi ao manobrista do estacionamento para me indicar uma vaga em que pudesse deixar o carro e levar a chave. Eles não costumam fazer isso, mas quando falei que o carro era elétrico e estava sem tempo de ensinar como dirigi-lo, fui prontamente atendido. E me colocaram numa vaga que…tcham, tcham, tcham, tcham…tinha uma tomada 220V do lado. Falei com o Anderson (se não me engano no nome), responsável pela parte elétrica da sede da Fecomercio SP,  e pedi para deixar meu i3 carregando. E a resposta foi sim, após verificar que o carregador consome 12A no máximo. Como a tomada era padrão 10A, o plug mais grosso do carregador não entra. Usei uma extensão, cuidadosamente fixada ao chão com fita crepe pelo Anderson para ninguém tropeçar, configurei a potência do carregamento de “máximo” para “reduzido” e voilá: enquanto eu trabalhava, o i3 era carregado. Saí do evento com 100% de carga. Obrigado, Fecomercio SP, em especial ao Anderson.

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Vaga no estacionamento da Fecomercio SP. Ao lado da porta, uma sugestiva tomada 220V

Embora a tomada no estacionamento da Fecomercio SP tenha sido uma feliz coincidência, descobri a estação da Neosolar numa pesquisa na Internet. Assim como também descobri que o Instituto de Energia e Ambiente (Ex-IEE,  Instituto de Eletrotécnica e Energia) da USP possui um ponto de recarga rápida, com 50 KW em corrente contínua feito em parceria com as empresas EDP no Brasil e Efacec. Ao longo da semana, tentei obter informações sobre a estação de recarga. Liguei para vários telefones no prédio do IEE. E foi surreal. Ninguém sabe de nada e sempre me transferiam para a coitada da recepcionista. Sem exagero, foram três ligações diferentes, para áreas diferentes, todas transferidas invariavelmente de volta para a recepcionista.

Inconformado, aproveitei o domingo tranquilo para passear de i3 com a cunhada, mulher e filha. O destino era a USP para, entre outras coisas, ver in loco como é o ponto de recarga. Uma breve explicação sobre meu carro elétrico e o ponto de recarga do IEE para os guardas da portaria da USP e lá estávamos nós dentro da cidade universitária. Chegamos ao prédio do IEE, outra breve explicação à portaria do IEE, e devidamente identificado, entramos no estacionamento do prédio. E me deparo com várias estações de recarga. De potências diferentes, de plug padrão SAE J1772 (ou tipo 1, americano),  IEC 61851 (ou tipo 2, europeu) e o tal CHAdeMO, que carrega a 50KW em corrente contínua. CHAdeMO é a abreviação de Charge de Move. Algo como “mova usando carga” ou “mova por carga”. Mas, é preciso algum tipo de cartão para ligar os equipamentos. Ou alguma outra forma que desconheço, pois todas estações estavam desligadas. Além disso, as únicas estações que tinham o cabo para recarga eram a de padrão americano e a CHAdeMO. Enquanto a primeira é certamente incompatível com o BMW i3 brasileiro, que é importado da Europa e segue o padrão 2, a estação parruda CHAdeMO, aquela que eu queria usar, pelo que vi, parece ter um plug que não deve servir no i3. Vou tentar passar pessoalmente no IEE, em algum horário em que tenha gente que saiba dessas estações, pois por telefone é impossível obter alguma informação.

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Carregadores de todos os tipos e potências no IEE/USP.

E a notícia ruim, que não tem nada a ver com carro elétrico, é que fui roubado à mão armada. Levaram tudo: documentos, cartões, notebook, celular, relógio, etc. Trânsito parado, eu dentro do i3, 19h de quinta-feira, 11. Perto do MASP e da Av. Nove de Julho. Ainda não tinha colocado Insulfilm no carro. Aliás, não pretendia fazê-lo. Mas já coloquei. É possível que isso tivesse evitado o assalto. Ou não. Será que dá pra colocar um “taser” ligado na bateria do i3 para fritar um FDP covarde como o que me assaltou?  😦

Atualizando: hoje, 22 de agosto, consegui o contato de uma pessoa no IEE / USP que, infelizmente, me informou que o eletroposto não está funcional. É uma pena. Espero que o projeto seja retomado. Principalmente, porque a redução da alíquota de imposto para carros elétricos e híbridos que entrou em vigor no final do ano passado deve dar impulso às vendas desses veículos no país.

Balanço “social” dos primeiros 1.000 km

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Nem bem pisquei os olhos e lá se foram mil quilômetros. É um momento apropriado para fazer um resumão, um balanço, de como está sendo a experiência de ter um carro elétrico. Especificamente, o BMW i3.

E, pra começar, o balanço é social. Sim. Se você não é uma pessoa minimamente sociável, não compre um carro como o i3. Além dos olhares curiosos que o carro desperta ao rodar, em qualquer estacionamento e, mesmo quando estiver parado no trânsito, pessoas vão lhe abordar pra perguntar sobre o veículo. E elas não sabem se você está correndo atrás da meta ou atrasado para uma reunião. Então, desenvolver a sociabilidade é um dos efeitos colaterais de se ter um i3.

Mas, item a item, vamos ao resumo:

Autonomia: a promessa de 300km de autonomia é, realmente, uma promessa. Em São Paulo, que tem seus altos e baixos topográficos e um trânsito bem intenso, isso não acontece. Não cheguei a esgotar a carga da bateria. Apenas o tanque do REx (gerador de energia), para a gasolina não ficar velha. Mas meu palpite, baseado nos indicadores de autonomia da bateria, é que o i3 consegue fazer uns 240 a 250 km na capital paulista. E isso no modo ECO Pro+, que não tem ar-condicionado e é todo otimizado para o consumo. É ruim? Na verdade, não. Ainda mais considerando que a proposta do i3 é ser um carro urbano. Eu já tive uma Ford Explorer em que coloquei GNV. A autonomia da viatura era de 140 Km com um cilindro de 22 m3. E eu nunca tive problema em abastecer com mais frequência por causa disso.

Desempenho: espetacular. Não há outra palavra pra definir. Arranca muito, grudando os ocupantes no banco. E isso é ainda mais verdade quando o carro já está em movimento, tendo saído da inércia. Mesmo no modo ECO Pro+, que amansa o i3, ao fazer o “kick down”, ele dispara. Não tem pra ninguém. Uma vez, confesso envergonhado, vi uma BMW M3 vindo pela marginal Pinheiros costurando e ultrapassando todo mundo. Ao chegar perto de mim, com o intuito de me ultrapassar, pisei fundo no acelerador e a deixei pra trás. Isso por poucas centenas de metros, obviamente. Mas foi divertido. E imagino a cara de surpresa do motorista da M3, pois o design do i3 pode sugerir muitas coisas. Mas, o desempenho não é uma delas.

Abastecimento: sou um felizardo. Apesar do meu condomínio residencial não permitir que eu instale uma tomada, ou mesmo o Wallbox (carregador de parede mais potente), ainda que puxando a fiação do meu relógio de luz, meu local de trabalho permite que eu carregue o veículo. E, a duas quadras do meu escritório, fica o Shopping Vila Olímpia que conta com vaga para carro elétrico com carregador de parede. Em frente (ou seria atrás?), do shopping, fica o escritório da minha mulher, cuja administração do prédio, prontamente, preparou duas vagas para carros elétricos com tomadas de 20A e 220V. O tempo de abastecimento na tomada 220V, considerando que eu nunca fico com menos do que 30% de carga, tem variado entre 3 e 7 horas. Se eu usar o carregador do shopping, o tempo cai pela metade.

Gerador de energia: o tal do REx – Range Extender. Com 9 litros de gasolina, o REx tem a missão de manter a carga da bateria ou gerar uma autonomia suplementar. Ele pode ser acionado manualmente com uma carga máxima de 75% da bateria. Com cargas maiores, o REx não entra em ação. Percebi que, se rodar no plano e no modo ECO Pro+, a tarefa é cumprida a contento. Mas, em trechos mais íngremes, ou numa tocada mais esportiva, a bateria reduz um pouco sua carga. Lembro que a proposta do REx é algo como um salva-vidas para os condutores mais desatentos em relação à autonomia da bateria. Pela minha experiência, a autonomia máxima real que o REx permitiria em São Paulo seria algo entre 110 e 120 km. Isso significa um consumo de 12 Km/l. Não é ruim, mas também não é bom. Entretanto, não acredito que quem compra um i3 pensa em rodar na gasolina, certo?

Pneus: um dos itens que realmente me preocuparam – e ainda me preocupam – ao adquirir o veículo. Os pneus são grandes, aro 20, finos e de perfil bem baixo. Os da frente mais finos do que os de trás. E o motivo é a redução de atrito, pois isso impacta o consumo. Como tive uma X1 2014 com pneus aro 18 e perfil  baixo (/45), tive a infelicidade de ter que trocar três pneus em um ano. Tudo por causa das crateras que existem na malha viária da cidade e que causaram bolhas nos pneus No caso do i3, felizmente, até o momento isso não aconteceu. E tive a infelicidade de passar por dois buracos sorrateiros que me deixaram os poucos cabelos arrepiados. Ainda assim, dirijo o i3 sem pressa nas ruas esburacadas, sempre atento a buracos. E sempre com a calibragem para carga máxima.

Conforto: o i3 tem um espaço interno muito bom para um carro cujas dimensões exteriores são pequenas. E isso se deve a alguns fatores como: ausência de motor, que diminui o tamanho do cofre e essa sobra é aproveitada na cabine; assoalho plano, sem o túnel central, que dá uma sensação de amplitude; altura da carroceria; e, a ausência do assento central traseiro. Para os mais desatentos, até parece que o banco traseiro é para três passageiros. Mas, no centro, você conta com um porta copo. Logo, é um carro para quatro pessoas. Apesar de estar longe de ser desconfortável, a combinação dos pneus finos e baixos e suspensão firme faz com que rodar nas ruas péssimas de São Paulo – que além de buracos têm remendos e diversas imperfeições e desníveis – seja algo notado pelos ocupantes do veículo. O ambiente natural do i3 é o asfalto. Ali ele – e todo mundo dentro dele – se sente muito à vontade. Na minha opinião, o principal item de conforto do i3 é o seu silêncio. Quando o REx está desligado, o silêncio é quase absoluto, apenas quebrado por um delicioso assobio causado pelo deslocamento. Mesmo quando o REx entra em ação o ruído é pequeno e ocasional, pois o funcionamento do REx é intermitente. O ponto realmente negativo para o conforto é o fato dos vidros das janelas traseiras serem fixos. Apenas os vidros das portas dianteiras podem ser recolhidos. Uma mancada, em minha opinião. Ah, sim: o serviço de concierge, que, salvo engano, está presente em todos os BMW no Brasil a partir de modelos 2016, é um item de conforto pela disponibilidade a qualquer momento.

Bagageiro: é pequeno. Mas não é minúsculo. Se considerar que os bancos traseiros são rebatíveis, e que você conta com a grande altura da carroceria, a capacidade de carga do i3 é até surpreendente. Mais do que suficiente para o uso urbano. E suficiente para uma proposta de viajar em três pessoas.

Materiais utilizados: o i3 parece um TCC de quem fez Arquitetura com enfoque em sustentabilidade. E isso não é, necessariamente, um elogio. No interior, há fibras recicladas que dão um toque excessivamente despojado ao veículo, madeira de reflorestamento (essa, sim, um golaço em minha opinião), couro, tecido, tela fina de tecido no teto solar e plástico. Eu acho muita coisa. E, falando sobre isso, me dei conta de que tudo é harmônico, menos a fibra reciclada que fica nas portas e atrás do painel, em toda frente do veículo. Ela chama muito a atenção por sua textura, inevitavelmente. Talvez a idéia seja essa: deixar claro a proposta sustentável do carro. Eu não gosto, mas não é por isso que deixaria de comprá-lo.

Estilo: não acho o i3 bonito. E nem feio. Acho diferente. A 320 GT, sim, eu considero um carro belíssimo. Mas, se falarmos em estilo, o i3 merece destaque. Ele é uma “nave espacial”. As janelas traseiras são maiores do que as dianteiras, o que é algo inusitado. O perfil do carro é diferente, com uma pequena elevação no início do teto. As  portas traseiras suicidas (abrem para trás) são incomuns. E os materiais da carroceria e monobloco, que combinam plástico, fibra de carbono e alumínio são inovadores.

Problemas: sim, o i3 teve e tem problemas. Pequenos e administráveis. O primeiro foi o fato de que um cabo elétrico do sistema do airbag apresentou mau contato com menos de 500Km e demorou três semanas para a peça de reposição estar disponível. A maçaneta de uma das portas traseiras também estava desregulada, mas foi ajustada na concessionária. Outro problema é que o piloto automático adaptativo, que mantém a distância para o carro da frente, não é adequado para um trânsito tão cheio de motoristas mal educados como os brasileiros, que cortam sua frente na primeira oportunidade. A culpa não é do piloto automático, mas o fato é que ele ou freia abruptamente (o que era de se esperar) ou, eventualmente, perde a “sensibilidade” para o carro da frente e não freia. Em qualquer situação, você tem que estar atento. O auto parking, que faz o carro estacionar sozinho, é uma loteria para mim. Às vezes consigo fazê-lo funcionar, às vezes não. Pode ser que o problema esteja no “burrinho do volante”. Mas eu sigo à risca os procedimentos. Ou tento. A ausência de um DVD player é, também, um problema na minha opinião. Apesar de contar com um HD capaz de armazenar milhares e milhares de músicas, quem tem uma coletânea de CDs vai ter que convertê-los para MP3 se quiser ouví-la no carro. Além disso, com uma tela tão grande no centro do painel, poder tocar um filmezinho no DVD seria pertinente.

No final, o balanço tem um saldo muito positivo. Sem dúvida, com todas as informações e experiências que adquiri ao longo dos primeiros mil quilômetros, minha decisão pela compra do veículo seria a mesma. E, após estes primeiros meses, estou ainda mais engajado no sentido de ajudar o mercado de carros elétricos a crescer no país.

 

Atualizações e aumento da família i3

Ontem, sexta-feira, peguei o i3 na concessionária, após a troca de um cabo elétrico do sistema do airbag e do coxim do motorzinho do REx (gerador de energia). Verifiquei com o consultor técnico se houve alguma atualização de firmware do carro. E não houve. Assim como não houve nenhum outro procedimento além da substituição das duas peças mencionadas. Agora, não há mais mensagem de problema ao ligar o carro. Uhuu.

Antes de deixar o i3 para a troca das peças, aproveitei e acabei com a gasolina do REx, evitando que ela envelhecesse por ficar muito tempo sem uso no tanque.

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Agora, são três i3: o original, em escala 1/24 e em escala 1/32.

Ainda ontem, descobri uma banca de jornal na avenida paulista que tinha uma série de miniaturas de carros. De cara, achei um i8. E, garimpando um pouco, estava lá o i3. O menor desta foto, em escala 1/32. O preço?!? Míseros R$ 25. Tá um pouco judiadinho na pintura. Mas, por esse preço, foi uma pechincha.

O legal foi o trote que passei na minha mulher ao telefone, dizendo que tinha comprado outro i3 porque o preço estava irresistível. Quase me tornei um homem divorciado…

Deixando de lado as futilidades, vamos ao dia-a-dia na condução do carro. Fui ao Shopping Morumbi no final da tarde e, desta vez, o Wallbox (carregador) da vaga para carros elétricos estava ligado. Aproveitei e completei a carga que já estava em mais de 90%, pois tinha pego o carro carregado na concessionária.

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Desta vez, o Wallbox do Shopping Morumbi estava ligado.

Também decidi mudar a rotina em relação às recargas que faço no trabalho. Antes, carregava o carro todo dia, completando a carga da bateria que sempre estava acima de 65%. Mas, me dei conta de que num carro convencional, eu só abastecia quando o combustível estava no final, chegando a 1/4 de tanque ou até menos. Então, vou passar a recarregar uma vez por semana apenas, que é o suficiente para atender minha demanda de deslocamento. E, provavelmente, durante esse período eu consigo gastar os 9 litros de gasolina do REx, evitando que o combustível envelheça e perca suas propriedades. Como a bateria tem garantia de 8 anos ou 100 mil quilômetros, imagino que ela suporte muitos ciclos de carga e, assim, essa nova rotina de abastecimento não deve afetar em nada a vida útil do componente.

E, para terminar a semana, na quarta-feira entrei em contato com o responsável pela administração do Shopping Boa Vista. Falei ao telefone e enviei um e-mail com todas informações necessárias para analisarem a questão da instalação do Wallbox no seu estacionamento. Até o momento, não tive retorno. Vamos ver se, quando e o que respondem.

Enfim, o Wallbox. E o primeiro “recall”.

Na semana passada, lendo e-mails durante as minhas férias – sempre sob protestos da minha mulher – fui informado pela BMW do Brasil que o carregador de parede Level 2 (32A e 7,4Kw) tinha chegado e estava à minha espera na concessionária Autostar. O nome do treco é bonito: Wallbox.

Hoje, finalmente de volta ao batente, passei na Autostar no final do dia e peguei o corpo. Apesar do tamanho, a caixa é leve. Dá para carregar sozinho sem problemas. As dimensões é que atrapalham um pouco, não o peso.

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O corpo. Ou melhor: a caixa do Wallbox.

E aí, a surpresa: ao abrir, vi que se tratava da versão Pro. Explico: há dois modelos de carregadores Wallbox. A versão Pure e a Pro. Ambas tem a mesma capacidade de carga, se considerarmos a versão mais potente da Pure, de 32A, pois há versões menos potentes. Mas a versão PRO tem recursos sofisticados, como uma tela touchscreen LCD, perfis para até usuários com senha individual, sensor de aproximação que liga o equipamento quando alguém chega perto, histórico de recarga por usuário, envio de informações por e-mail (se estiver conectado à Internet), entre outras coisas. SHOW!

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Wallbox Pure e Wallbox Pro.

Outra surpresa boa: o Wallbox veio com um medidor de consumo (watts/hora). Isso é particularmente interessante para aferir o consumo no caso do Wallbox ser instalado num local em que a conta da recarga não seja paga por mim.  🙂  Brincadeiras à parte, uma das perguntas que o gerente do prédio em que minha esposa me fez era, justamente, se havia como medir o consumo das minhas eventuais recargas.

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Medidor de consumo em watts/hora. Aferindo o consumo das recargas na ponta do lápis.

E por falar em recargas sem custo, hoje também entrei em contato com o Shopping Boa Vista, pertinho de casa, oferecendo o equipamento em comodato para que instalem no estacionamento. Mandei bastante informações sobre os shoppings do grupo Multiplan que oferecem vaga e recarga para carros elétricos. Vamos ver o que respondem.

Pra finalizar bem o dia, questionei a Autostar sobre a peça de reposição do meu airbag, um cabo elétrico que, com menos de 500 km rodados, apresentou mal contato e acusa falha permanente no painel do carro. Esse cabo e um coxim do motorzinho do REx (gerador de energia à gasolina) chegaram. Em um prazo menor do que previsto, inclusive.

Já agendei a substituição das peças para a próxima quinta-feira. E o “recall” entre aspas do título deve-se ao fato de que o coxim é trocado pela BMW sempre que o veículo parar para algum tipo de revisão ou intervenção numa concessionária da marca que esteja homologada para veículos BMWi. Ainda que a BMW não tenha feito um recall formal sobre a peça, pelo menos no Brasil, a substituição é feita preventivamente sempre. Então, na prática, é um recall. Sutil, sem apresentar riscos à segurança, mas um recall.

 

 

Com a carga toda!

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Uma das vagas para veículos elétricos no Condomínio Vila Olímpia Corporate

Hoje pela manhã estreei a vaga para carros elétricos que o condomínio Vila Olimpia Corporate, onde minha mulher trabalha, disponibilizou. Aliás, já preparam duas vagas com tomadas de 20A e 220V, reforçando ainda mais o posicionamento de edifício sustentável, já que o condomínio possui a certificação Green Building, concedida pela US Green Building Council (USGBC)

Infelizmente, a perspectiva de instalar uma tomada em minha garagem ou, mesmo, o carregador de parede em meu condomínio residencial é praticamente nenhuma num cenário de curto ou médio prazo. E, como eu vou receber de brinde o Wallbox até o dia 15 de julho, de acordo com a BMW, fiquei pensando o que fazer com ele, já que não me interessa vendê-lo.

Assim, fiz contato com o posto Shell praticamente em frente do meu condomínio. Falei com seu proprietário, o Sr. Antonio, sobre o carregador, tempo de carga e consumo. Propus bancar a instalação do Wallbox e pagar pelas recargas que eu fizer. E o posto, em contrapartida, cederia o espaço e ganharia um bom apelo de marketing. Provavelmente, será o primeiro posto na capital paulista com estação de recarga para veículos elétricos. Eu não conheço outro, pelo menos.

No início desconfiado, o Sr. Antonio concordou. O receio dele, que depois me explicou, é sobre algum ato de vandalismo ao veículo durante o tempo em que estiver carregando. Bem, isso é um risco que eu terei que assumir e, inclusive, prever no contrato de comodato que pretendo fazer para a cessão do Wallbox.

Outra alternativa, é conversar com a administração do Shopping Boa Vista, que fica a uma quadra do meu condomínio, e propor a mesma coisa: instalar um ponto de recarga. Com certeza há mais segurança no shopping, porém o estacionamento do shopping fecha às 23h, enquanto o posto Shell funciona 24 horas.

Bom… vou aproveitar as férias e pensar a respeito da melhor decisão, supondo que a administração do Shopping também tenha interesse. Espero que quando retornar, o Wallbox já esteja disponível e, então, será a hora de procurar um prestador de serviços habilitado para sua instalação, seja onde for o local a ser definido.

Ah, sim. Já ia me esquecendo de um fato importante: hoje pela manhã, frio em São Paulo, liguei o ar quente. O i3 estava no modo de condução Eco PRO (de consumo intermediário). Ao ligar o ar quente no máximo, a autonomia prevista reduziu em cerca de 17 km. Ainda não fez calor para usar o ar condicionado no modo frio, mas o conforto do calor exige tem seu preço. Quando esquentar um pouco, vou descobrir o quanto o A/C frio rouba de autonomia e informo aqui.

Houston…we have a problem

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Inesperadamente, o airbag resolveu apresentar um problema com menos de 500 km rodados.

Ontem, graças a uma cortesia do amigo e cliente Marcio Marçola, fui assistir ao jogo do São Paulo e Sport no camarote Stadium, no estádio do Morumbi. Aliás, muito obrigado, Marçola.

Fomos eu e um colega da Dinamize. E como sempre se espera muito trânsito no entorno do estádio, resolvi deixar o carro no estacionamento do Shopping Morumbi e matar dois coelhos com uma cajadada só: conhecer o posto de recarga do shopping e deixar o veículo num lugar seguro. Como o Shopping fecha o estacionamento para entrada de veículos às 22h, mas permite a saída a qualquer horário, seria perfeito. Do shopping ao estádio iríamos de Uber.

Encontrei a vaga que, para nooossa alegriaaaa, fica em um local comum no piso G2, não na área de Valet como no Shopping Vila Olimpia. Estaciono, conecto o carregador ao i3 e…nada. Nem uma luz no carro ou no Wallbox (carregador de parede da BMW) acende. Aviso a caixa do estacionamento e, em 10 minutos, chega um funcionário do Shopping. Confere que não está funcionando e chama o eletricista. Passam-se mais 15 minutos e chega o eletricista. “- Deve ser um disjuntor desligado”, arrisco eu. Bingo! O eletricista vai até o quadro de luz e liga o disjuntor. “- A gente deixa desligado por segurança”, diz ele.  :-S

Veni, vidi, mas o tricolor não vici, pois empatou num jogo morno que acabou em 0 x 0. Voltamos ao shopping Morumbi e pegamos o i3 com carga total. Ao meu colega entrar no carro e fechar a porta, surge um alerta no meu painel (foto inicial do post). Pensei tratar-se de algum “bug”. Desligo o carro, abro e fecho a porta, e nada.

Hoje pela manhã, acionei o serviço de concierge / teleserviço da BMW, pela linha telefônica do próprio i3. E recebi a orientação de ir à concessionária, mesmo sem agendamento prévio, por se tratar de um item de segurança. Fui prontamente atendido pela Autostar, onde deixei o carro de manhã. Após o almoço, o diagnóstico: um cabo do sistema do airbag está com mau contato e levará 30 dias para chegar a peça, vinda da Alemanha. Além do cabo do airbag, também fui informado que será necessário trocar 3 parafusos de um coxim do motorzinho do REx (gerador de energia para as baterias que fornece autonomia adicional) que costumam trincar por causa da má qualidade da pavimentação de nossas ruas.

Peguei o carro no final do dia na concessionária já com uma atualização do firmware e um ajuste na maçaneta da porta traseira esquerda que parecia a propaganda antiga do Prestobarba: a primeira fazia tcham, a segunda fazia tchum e só na terceira tentativa ela abria a porta. Mas ficou perfeita após o ajuste. O melhor foi pegar o carro limpinho, após um belo serviço de lavagem cortesia da concessionária.

Combinei com a Autostar que me avisarão quando a peça chegar para levar o carro novamente e efetuar a substituição. Confesso que fiquei um pouco apreensivo com o defeito, afinal o i3 está com menos de 500 Km rodados. Azar? Espero que sim, pois pretendo ficar um bom tempo com o carro.